Festival de Inverno

Sobre o Festival


Com a normalidade retornando paulatinamente às nossas vidas e com boa parte da população já vacinada contra a Covid-19, temos hoje um panorama bem mais animador que o do ano passado, quando tivemos como única saída realizar o nosso tradicional Festival de Inverno Dellarte totalmente “on line”, uma forma de oferecer ao público, pelo menos, a oportunidade de não perder inteiramente o contato com a arte.

Hoje já podemos anunciar uma programação que, apesar de ainda híbrida, já traz várias atrações ao vivo. O 20º Festival de Inverno Dellarte terá 20 apresentações presenciais, distribuídas entre o Salão Nobre e a Capela da Universidade Católica de Petrópolis e no Palácio Amarelo / Câmara Municipal de Petrópolis (open air).

A cerimônia de abertura, que contará com a participação do Orquestra-Escola Petrópolis, será transmitida ao vivo do Salão Nobre da UCP pelo canal do YouTube da Dellarte. O concerto de encerramento será realizado pela Orquestra Sinfônica de Barra Mansa, um dos mais qualificados conjuntos sinfônicos do interior do estado do Rio de Janeiro.

A programação traz ainda, além das apresentações ao vivo de música clássica, um total de 10 atrações complementares “online”, sob a curadoria de Pedro Miranda, com grandes valores da nossa música popular, e um acentuado viés de apoio aos artistas locais, e a presença de nomes da dimensão de Guinga, Marcos Sacramento e Marina Iris, para citar apenas três. As apresentações serão precedidas por uma entrevista com os músicos a cargo do jornalista Rodrigo Alzuguir. Esses shows em vídeo contribuem para viabilizar as conexões entre grupos e artistas de diferentes instituições, em um ambiente propício à troca de experiências inclusivas no mercado de cultura e economia criativa.

Confira os próximos espetáculos e aproveite o nosso Festival de Inverno!

 

Próximos espetáculos

Música Popular

Marina Íris

De 17 Setembro 2021 a 15 Dezembro 2021

Youtube Dellarte, Online

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Música Popular

Juliana Linhares

De 19 Setembro 2021 a 15 Dezembro 2021

Youtube Dellarte, Online

Streaming / Mais Informações

Música Popular

Marcos Sacramento

De 15 Setembro 2021 a 15 Dezembro 2021

Youtube Dellarte, Online

Streaming / Mais Informações

Música Popular

Júlia Vargas

De 17 Setembro 2021 a 15 Dezembro 2021

Youtube Dellarte, Online

Streaming / Mais Informações

Música Popular

Moyseis Marques

Na Matriz

De 19 Setembro 2021 a 15 Dezembro 2021

Youtube Dellarte, Online

Streaming / Mais Informações

Música Popular

Chico Brown

De 16 Setembro 2021 a 15 Dezembro 2021

Youtube Dellarte, Online

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Música Popular

Luísa Lacerda

Zigue Zague

De 18 Setembro 2021 a 15 Dezembro 2021

Youtube Dellarte, Online

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Infantil Oficina

Oficinas Infantis

Poesia / Abayomi / Canto / Criação Com e Por Pets / Acessórios Indígenas / Atuação / Violão / Percussão / Artesanato / Ciranda

De 15 Setembro 2021 a 15 Dezembro 2021

Youtube Dellarte, Online

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Música Popular

Domenico Lancellotti

De 16 Setembro 2021 a 15 Dezembro 2021

Youtube Dellarte, Online

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Música Popular

Guinga

De 18 Setembro 2021 a 15 Dezembro 2021

Youtube Dellarte, Online

Streaming / Mais Informações

Espetáculos realizados

Música Popular

Juliana Linhares

De 19 Setembro 2021 a 15 Dezembro 2021

Youtube Dellarte, Online

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Música Popular

Moyseis Marques

Na Matriz

De 19 Setembro 2021 a 15 Dezembro 2021

Youtube Dellarte, Online

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Música Clássica

Realizado em 2021

Concerto de Encerramento

Orquestra Sinfônica de Barra Mansa / Ramon Feitosa, violino

UCP - Salão Nobre, Petrópolis

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Música Popular

Realizado em 2021

Gui Valença

Palácio Amarelo / Câmara Municipal, Petrópolis

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Música Popular

Realizado em 2021

Banda Tokaia

Palácio Amarelo / Câmara Municipal, Petrópolis

Mais informações

Música Clássica

Realizado em 2021

Quarteto Bosisio

UCP - Capela, Petrópolis

Mais informações

Música Popular

Luísa Lacerda

Zigue Zague

De 18 Setembro 2021 a 15 Dezembro 2021

Youtube Dellarte, Online

Streaming / Mais Informações

Música Popular

Guinga

De 18 Setembro 2021 a 15 Dezembro 2021

Youtube Dellarte, Online

Streaming / Mais Informações

Música Popular

Realizado em 2021

Artistas Locais

Duo Mano A Mano / Luka Marques / Saudade

UCP - Salão Nobre, Petrópolis

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Mensagem do Curador

Pedro Miranda - Curador do 20º Festival de Inverno da DellarteFoi uma honra, para mim, fazer a curadoria do Festival de Inverno da Dellarte de 2021. Logo com o convite, chegou o peso da responsabilidade de escolher os dez artistas para compor o line up do tradicional festival, mas quando comecei a pensar nos nomes, esse peso foi diminuindo.  Apesar de serem tempos bicudos para nós da música e de toda a engrenagem da cultura, tem muita gente por aí fazendo coisa muito boa, resistindo como pode. Isso sem dizer que foi um prazer imenso ser o cara que chega com a boa notícia, a pessoa que convida seus pares para trabalhar em plena pandemia, quando as possibilidades de shows estão tão escassas.

Meu primeiro critério foi lembrar os artistas que eu admirava e que estavam produzindo no momento, lançando novos trabalhos, inventando moda por aí. E, também, é claro, que não tivessem participado das últimas edições do Festival.  Rapidamente uma lista de mais de 10 nomes se formou. Difícil, depois, foi ver quem ficaria de fora. Fui, então, para o segundo critério, a vontade de que o festival tivesse uma seleção de artistas com o máximo de representatividade que estivesse ao meu alcance, pessoas de diferentes praias, origens, credos e orientações. Outro fator determinante foram as limitações impostas pela pandemia. Sabíamos que não poderíamos reunir bandas no estúdio de gravação para o festival on line, privilegiando formações menores.

Juntando todos esses filtros, formamos um time bem eclético, em sua maioria, de cantautores que se acompanham ao violão ou que são acompanhados por mais um músico apenas, e/ou cantores que se apropriam de tal forma de seu repertório, quase como se fossem também autores das canções que interpretam. E são todos eles, sem exceção, artistas contemporâneos muito potentes, que dialogam diretamente com os tempos atuais.

Pra mim, a grande joia desta edição é o Guinga, nosso patrono. Um compositor ímpar, símbolo da cultura do Rio de Janeiro, que tem sua música impregnada pela cidade. Viveu na pele toda a efervescência musical do subúrbio carioca, das bandas de baile aos encontros com Candeia, das serestas na casa de sua família a gravações em discos de sambistas como nada menos que Cartola. No dia de sua gravação, tive a sorte de estar presente, e foram um show à parte as histórias que ele nos contou antes e depois de gravar. Compositor sempre servido por letristas de peso, como Paulo Cesar Pinheiro e Aldir Blanc, durante a pandemia, arregaçou suas mangas e escreveu as letras (e que letras!) das canções do seu Zaboio. O álbum lançado recentemente mostra que, do alto dos seus 71 anos, Guinga ainda jorra criatividade, inventividade musical e vontade de produzir. Está mais jovem que muitos de nós, que ainda estamos chegando por aí!

No mesmo dia do Guinga, teremos a apresentação da Luísa Lacerda, que considero a Guinga de saias, tamanha a maturidade, a sofisticação de sua técnica e os arranjos ao violão. Fã declarada do artista, Luísa, que já tinha quatro álbuns feitos em parceria com outros colaboradores, lançou, em 2021, Zigue Zague, seu primeiro disco solo de voz e violão. Gravado em casa durante a pandemia e todo composto por canções de jovens e novos compositores, o EP mostra como Luísa quebra tudo cantando e tocando violão!
Outra atração do Festival com sabor de novidade é o cantor, compositor e multi-instrumentista Chico Brown, mais um talento promissor da nossa música. Chico, que é neto de Chico Buarque e filho de Carlinhos Brown, já nasceu enraizado na percussão e na música e já vinha produzindo por aí há algum tempo, mas apareceu para um público maior quando o avô gravou Massarandupió, canção feita em parceria pelos dois. E agora, ultimamente, apareceu como compositor de cinco faixas no novo trabalho de Marisa Monte, de quem também é parceiro. Ele mostra um pouco disso tudo pra gente no Festival, além de canções que o influenciaram e que moldam sua formação musical.

Marina Iris, com seu espírito guerreiro e militante, carrega em seu Voz bandeira os clamores de um Brasil que luta por seus direitos. “O certo é que nada, nem ninguém falta na ‘voz bandeira’ de Marina Íris. Em sua dicção, está o Brasil”, declarou emocionado, em suas redes, Leandro Vieira, carnavalesco da Mangueira campeão em 2020 com o enredo Histórias para ninar gente grande, cujo samba-enredo também está no disco de Marina. Lançado no final de 2019, com a pandemia, Voz bandeira não foi trabalhado à altura merecida, mas a cantora e compositora já está lançando mais um trabalho, o EP Virada, que fala sobre os relacionamentos amorosos em tempos de pandemia. Como ela mesmo disse ao O Globo numa entrevista: “Continuo sendo uma cantora-militante-lésbica-flamenguista Como mulher preta, acho que falar de afeto é transformador. E, no isolamento, tudo mudou nos relacionamentos, né? Houve ou a reafirmação de um pacto de convivência e construção cotidiana ou o rompimento”.

Juliana Linhares é uma artista irrequieta e criativa. Conhecida por seu trabalho com a banda Pietá, já tinha lançado, durante a pandemia Perdendo o juízo, um EP em que aparecia, pela primeira vez?, como compositora. No início deste ano, lançou seu Nordeste ficção, cheio de composições suas e parcerias com nomes como Zeca Baleiro e Chico César. Atriz, cantora e compositora, é uma das intérpretes mais viscerais da nova geração. Nordeste Ficção foi produzido com recursos da Lei Aldir Blanc e lançado no mesmo dia que o meu último álbum, o Da Gávea para o mundo. Marcou-me bastante, pois, além da coincidência do lançamento, ela, como eu, também já tinha uma carreira como intérprete e sentiu necessidade de começar a compor: “Depois de anos trabalhando na música como intérprete, comecei a sentir uma necessidade grande de fazer canções, de me experimentar no lugar de compositora. O fato de conviver com compositores muito aplaudidos adiava minha coragem, mas, na quarentena, entendi a importância de tentar.”, disse, em entrevista a Fabiane Pereira, da revista Veja.

Outro lançamento que coincidiu com os nossos (meu e de Juliana) foi o disco novo do Domenico Lacellotti, Raio, que considero sua obra-prima! Desde seu trabalho com o +2, com Kassin e Moreno Veloso, e de seus primeiros discos, Domenico vem desenvolvendo uma pesquisa de sonoridade muito própria que, na minha visão, alcança sua maturidade nesse terceiro álbum solo. Artista múltiplo, sempre transitou por muitos ambientes, Artista plástico e cozinheiro master plus, além de acompanhar artistas como Adriana Calcanhoto e Gilberto Gil, Domenico também colabora musicalmente como projetos de artes plásticas, teatro e cinema. E, nesse novo trabalho, com grande influência cinematográfica (o disco parece a trilha sonora de um filme!), aparecem todos esses universos ao lado de referências como João Donato, de quem é fã confesso, Marcos Valle, Erasmo e o universo indígena com o qual ele tem tido muito contato nos últimos anos. Lembro-me de quando ele me apresentou o rapé, feito na floresta por um amigo indígena, na época da produção do Samba Original, meu terceiro disco, do qual Domenico participa na bateria e assina a arte da capa.

Júlia Vargas é uma força da natureza. Nascida em uma família de músicos, é cantora, percussionista e bailarina. Milton Nascimento, no dia em que a viu cantar, convidou-a para participar do seu show (que era no dia seguinte!). Forrozeira de mão cheia, Júlia transita com toda propriedade por muitos estilos musicais. Acaba de lançar uma releitura pop de Pé na areia, single que anuncia o quarto disco dela que está a caminho.

Considero Alfredo Del-Penho um dos maiores artistas da nossa geração. Não faz nada mais ou menos. Toca violão melhor que muitos violonistas (digo músicos que tocam exclusivamente violão), é compositor, super cantor de linda voz, estudioso prático e teórico vocal. Além de integrante e diretor musical premiado dos espetáculos da Barca dos Corações Partidos, companhia teatral que vem mudando o cenário do teatro musical brasileiro nos últimos anos. Lançou, pouco antes da pandemia, seu Samba Só, um álbum exclusivo de voz e violão no qual ele mostra toda a sua maldade como cantor, violonista e compositor. Tenho muito orgulho de ser seu parceiro, ao lado de nomes como Nei Lopes, Zélia Duncan e Paulo Cesar Pinheiro.

Moyseis Marques, também meu parceiro (que orgulho!), é o mais aguerrido da nossa geração. Compositor monstro e cantorzaço com super extensão e afinação, sabe todas as letras e melodias de todas as músicas tocadas pelas rodas de samba do Rio, e também das que não são. Não para nunca de compor, está sempre aparecendo com música nova, parcerias com figuras como Nei Lopes, Wilson das Neves, Aldir Blanc, Moacyr Luz e Claudio Jorge. Lançou, em 2019, seu primeiro DVD, Passatempo ao vivo, comemorando 20 anos de carreira.

Fechando esse elenco de ouro, Marcos Sacramento, cantor espetacular, é considerado um mestre todos por todos nós da chamada geração Lapa. É um privilégio poder dividir o palco com um cantor do nível do Sacra, como ele é chamado carinhosamente pelos amigos. De Ruy Castro sobre ele em 2004: “Não há nada que ele não possa cantar. Seu domínio é absoluto quando solta a voz e, se quiser, se adianta e se atrasa, faz recitativo ou breque, muda de tom no meio de uma palavra e aterrissa com perfeição na última sílaba, tudo isto com o maior balanço. Não é apenas um sambista perfeito, mas um cantor completo. (...) Não há muita gente por aí capaz dessas proezas”. Conhecido como intérprete das canções brasileiras, dos sambas, às valsas, tem lançado, em seus últimos discos, um repertório exclusivamente composto por ele, sozinho ou com parceiros. Revelando-se um compositor único, com uma assinatura originalíssima, extremamente personalista, tanto melódica quanto poeticamente.

Espero que vocês curtam a programação!

Pedro Miranda
Curador da Programação Online do 20º Festival de Inverno da Dellarte

História do Festival

Os Festivais de Inverno da região serrana foram criados em 1998 em um projeto pioneiro do Instituto Dellarte no Estado do Rio de Janeiro. Reforçando nosso objetivo principal de interiorização da cultura, abrimos também, orgulhosamente, caminhos para que novos festivais fossem posteriormente criados.

Nestes 18 anos de história, grandes artistas, orquestras, balés e solistas nacionais e internacionais se apresentaram. Entre eles, Nelson Freire, Arthur Moreira Lima, Angélica De La Riva, a Orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Kataklò Athletic Dance Theatre (Itália), New Tide Orquestra (Suécia), Zezé Motta, Maria Gadú, Jair Rodrigues, Jorge Aragão, Zizi Possi e Lenine, entre uma infinidade de outros nomes, todos importantes para a construção dessa jornada.

No âmbito educacional, mobilizamos escolas das comunidades em parceria com as Secretarias de Educação das cidades em prol de ações especiais como “O Festival Vai à Praça”, onde revelamos inúmeros talentos locais. Ao longo desses anos, portanto, os festivais de inverno possibilitaram uma porta de entrada para artistas da nova geração, seja na música clássica, na dança ou nas artes cênicas.

Os Festivais de Inverno vêm dinamizando a vida artística e cultural dos municípios serranos, privilegiando os artistas locais em conjunto com os moradores e impulsionando a economia através da arte.

Patrocinadores e Realizadores

Enel
A Enel tem um forte compromisso socioambiental, que tem como objetivo a criação sustentável de valor a longo prazo. Por isso, investe em ações voltadas à economia circular, combinando o aprimoramento da cadeia produtiva, e a criação de novas oportunidades de negócio e de valor compartilhado.

Em todos os estados onde a empresa atua com distribuição de energia foram firmadas parcerias com grupos produtivos que utilizam como insumo materiais que saem da operação da companhia, como uniformes, fios, cabos, partes de madeira dos postes, entre outros.  Após serem transformados em novos produtos como bolsas, acessórios e até peças de design residencial, os materiais são vendidos por esses grupos, gerando trabalho e renda.
Saiba mais em enel.com.br/pt/Sustentabilidade

Governo do Estado Rio de Janeiro
Patrocina a realização desse projeto através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura - Secretaria de Cultura e Economia Criativa.
Saiba mais em cultura.rj.gov.br

OMNI Laboratório Criativo

Uma casa para criadores de conteúdo digital multiplataforma, que atua em parceria criativa desde a concepção até a produção, estratégia e distribuição do conteúdo nas redes sociais. Atua também no desenvolvimento do plano de negócios, no posicionamento estratégico e comercial de seus criadores parceiros.
Saiba mais em instagram.com/omnicriativo

Festival da Música Petropolitana
Estimula e premia a produção autoral de música. Em sua estreia, foram 121 artistas inscritos e 10 finalistas selecionados após 15.294 votos populares. Esse engajamento demonstra a disponibilidade do público em produzir e prestigiar a cena local. O Festival premiou os três primeiros lugares escolhidos pela audiência, sendo: Lala Valone levou o primeiro lugar,  Vinnitz garantiu a segunda posição e o maestro Rodrigo D'Ávila ficou em terceiro. A iniciativa é uma realização da Cria Local.
Saiba mais em festmusicapetropolitana.com.br