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Início « Programação
Cantando prá ser feliz O Coral de Petrópolis surgiu há 8 anos depois que todos os integrantes do Coral da UCP (Universidade Católica de Petrópolis) deixaram o coro universitário, descontentes com a decisão do novo Pró Reitor que pretendia reduzir em 50% o número de bolsas concedidas aos cantores do Coral. A partir daí, o novo coro abriu suas portas à comunidade e hoje, segundo seus integrantes, tem uma única preocupação: cantar prá ser feliz. A crise que culminou com a formação do Coral de Petrópolis começou quando a UCP resolveu reduzir as bolsas de estudo dos cantores. Segundo os integrantes mais antigos a Universidade apresentou duas propostas: redução geral de 50% para todos ou a manutenção das bolsas integrais para apenas metade do Coral. Como nenhuma das propostas agradou, o coro todo se afastou surgindo então o Coral de Petrópolis. Com o apoio do Museu Imperial que cede o local para os ensaios. da Papelaria Obelisco, da Multicópias e dos Amigos do Coral de Petrópolis, que contribuem financeiramente para a manutenção do coro, os cantores podem manter uma rotina de ensaios e apresentações que lhes permite participar todos os anos do Projeto Aquarius. Os 70 componentes do Coral na verdade pagam para cantar. Cada um contribui mensalmente com 10% do Salário Mínimo, para cobrir as despesas administrativas do grupo. Todos os anos, o Coral abre inscrições para novos componentes. Qualquer pessoa da comunidade pode se inscrever. Depois de passar por um teste de afinação, ritmo e voz, os aprovados estudam durante um ano, técnicas vocais, solfejo e teoria musical. Ao final desse curso, os candidatos são submetidos a uma prova escrita e outra oral e os aprovados estreiam no Concerto de Natal. Este ano, 80 pessoas se inscreveram e 38 foram aprovadas para o curso preparatório. Segundo o Regente Júlio César Filpo Siqueira, essas pessoas chegam ao Coral porque assistiram a um concerto e gostaram. Quanto à dificuldade para o ensino de música para pessoas de níveis culturais diferentes, o maestro não vê dificuldades. "o que conta é a aptidão para a música, e isso independe de classe social, além do mais as aulas nesse curso preparatório são dadas de uma forma que todos possam entender", explicou Júlio César. Segundo o regente, o repertório do Coral de Petrópolis vai do erudito ao popular, mas com uma tendência muito forte para a música sacra. "A abertura para a comunidade e a saída da UCP foi ótima, porque amadureceu o coro. Hoje nós temos pessoas de todas as classes sociais e das mais variadas idades cantando juntas não por causa de uma bolsa de estudos, mas acima de tudo porque gostam de cantar", declarou Júlio César. Este ano, além de cantar Mahler no Projeto Aquarius, em Junho, o Coral de Petrópolis fará sua primeira turnê internacional , de 25 de setembro a 2 de outubro, a convite da Universidade de Talca, no Chile. Além de cantar em Talca, o Coral se apresenta em Santiago e Viña Del Mar. para este ano também, está programada ainda a produção de um CD com a Missa em Si Bemol de José Maurício Nunes Garcia. O regente Júlio César Filpo Siqueira é auxiliado pelo organista Michel de Souza que é um preparador musical e cuida do curso para os novatos. O Coral se reúne de segunda a sexta em ensaios e atividades variadas, sempre no final da tarde, quando a maioria das pessoas está saindo do trabalho. No entanto, os rostos que chegam ao Museu Imperial para os ensaios não demonstram cansaço, pelo contrário, esbanjam alegria, porque afinal eles vem cantar só para serem felizes.
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Para mais informações: festival@dellarte.com.br Assessoria de Imprensa do Festival: Reg Murray - reg@mls.com.br ou angela-tostes@uol.com.br |