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7o Festival de Inverno de Petrópolis

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Andreia Dias (flauta) e Tomás Improta (piano)

10/07 (quinta) - 17h
Hotel solar do império

ANDREA ERNEST DIAS

Desde o início dos anos 80, Andréa Ernest Dias é presença constante nos palcos e na discografia da MPB, da música sinfônica e de câmara.
Bacharel em flauta pela Universidade de Brasília e Mestre pela UFRJ, apresentou a dissertação A Expressão da Flauta Popular Brasileira - Uma Escola de Interpretação.
Teve como professores os flautistas Odette Ernest Dias, Pierrre-Yves Artaud, Celso Woltzenlogel e Aurèle Nicolet .
Flautista da Orquestra Sinfônica Nacional -UFF, integra ainda os grupos Pife Muderno, Quinteto Pixinguinha, Ouro Negro e Banda de Câmara Anacleto de Medeiros.
Participou da Camerata Gama Filho, Orquestra de Música Brasileira e Orquestra Pixinguinha.
Atuou como solista com a Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Sinfônica Nacional, Orquestra Sinfônica de Recife, e em formações diversas nas séries de música de câmara do CCBB, Bienais de Música Contemporânea Brasileira , no Rock'n Rio 2000 e no Free Jazz em 88, 91, 97 e 2001.
Apresentou-se também em Portugal, França, Venezuela, Estados Unidos, Japão e Marrocos.
Em 95, tocou no Concerto Comemorativo da Independência na sede da Missão Brasileira na ONU, interpretando Villa-Lobos e Lorenzo Fernandez.
Estreou, com a Orquestra Opus-Rio, o Divertimento para flauta em sol e cordas, de Radamés Gnattali.
Em maio de 2002, apresentou-se no 4º Encontro Latino-Americano de Compositores e Intérpretes, em Belo Horizonte.
Com o Quinteto Pixinguinha, foi solista do Projeto Aquarius em 2002, para um público de 20 mil pessoas.
Participou, entre outros, de importantes títulos da discografia brasileira, como os CDs Ouro Negro - Moacir Santos (vencedor do Prêmio Caras da Música Brasileira, categoria Instrumental, 2002 - MP'B/Universal); Reencontro - Luiz Eça (Biscoito Fino) ; Carlos Malta e Pife Muderno (finalista do 1º Grammy Latino/2000 - Rob Digital); Os Princípios do Choro (Acari) ;Mulheres no Choro (Acari); Joaquim Calado, o pai dos chorões (Acari); Trilhas Brasileiras - Alberto Rosenblit; Mosaico - Escola Brasileira de Música; Camerata Gama Filho; Sempre Anacleto (Kuarup), Pixinguinha para Crianças; Pixinguinha 100 anos (CCBB); Orquestra Brasília (Kuarup); Orquestra Pixinguinha (Kuarup); Quinteto Pixinguinha (NovasDireções); Primeira Dama - Leandro Braga interpreta Dona Ivone Lara (Carioca Discos).
Sua flauta é ouvida, entre outras, em gravações para Caetano Veloso, Gal Costa, Chico Buarque, Baden Powell, Guinga, Edu Lobo, Milton Nascimento, Zeca Pagodinho, Zé Keti, Dudu Nobre, Martinho da Vila, Beto Guedes, Cássia Eller, Olívia Byington, Wagner Tiso, Olívia Hime, Luis Bonfá, Beth Carvalho, D. Ivone Lara e Rosa Passos. Recentemente participou dos cds de Chico Pinheiro, Leila Pinheiro, Hermínio Bello de Carvalho, Zé Renato e Nilze Carvalho, além do cd Choros e Alegria, novo cd com obra de Moacir Santos, e da gravação do DVD Ouro Negro, também de Moacir Santos.
No recente DVD "Velho Amigo" sobre a vida e obra de Baden Powell, é elogiada pelo grande violonista, com quem aparece tocando.
Gravou também em trilhas para o cinema brasileiro: Tieta do Agreste, O Quatrilho, Pequeno Dicionário Amoroso, Quem Matou Pixote?, For All, Orfeu, A Hora Marcada e Jacobina, assim como as trilhas de Cambaio e O Grande Circo Místico.
É professora dos Seminários de Música Pro-Arte e do Projeto Villa-Lobinhos (Instituto Moreira Salles/Museu Villa-Lobos/Viva Rio) e coordenadora do Mosaico Núcleo de Câmara.
Numa recente formação com o percussionista Marcos Suzano e o pianista Paulo Braga, apresentou-se em novembro no Gmem - Centre National de Création Musicale, em Marsellha/França em programação relacionada ao Ano França-Brasil, com um programa dedicado à criação contemporânea, popular e erudita.

TOMÁS IMPROTA

Tomás Improta é considerado um dos mais inventivos e destacados pianistas de sua geração.
Carioca, filho da concertista internacional , a pianista Ivy Improta, e de Eurico Nogueira França, um dos mais importantes críticos de música clássica do Brasil, teve uma infância marcada por intensa atmosfera musical. Entre os músicos que freqüentavam sua casa estavam Villa-Lobos e Jacob do Bandolim.
Neste ambiente, despertou para a música, vencendo aos 5 anos o concurso de iniciação musical do Conservatório Brasileiro de Música. Simultaneamente, Tomás encantou-se com a música popular dos anos 50, revelada sobretudo pelo rádio. Sob essas influências começou, ainda criança, a compor e a improvisar ao piano, dando início aos estudos formais deste instrumento.
Foram seus professores: Lidy Mignone (iniciação musical), Alda Caminha, Lícia Lucas, Linda Bustani, Lúcia Branco, Luís Paulo Sampaio, Nise Obino, Roberto Tavares, Sonia Goulart (piano clássico), Esther Scliar (percepção), Francisco Mignone e Marlos Nobre (composição), Aluízio Milanês e Tenório Junior (piano popular e jazz).
Na década de 60, apaixonado pelo jazz e bossa-nova, participou como pianista amador de vários grupos instrumentais. Ao mesmo tempo, começou a exercitar sua outra vocação, a de teórico da música. Tornou-se professor de piano e trabalhou como jornalista, produzindo e escrevendo programas sobre jazz para as rádios MEC e Roquete Pinto e publicando artigos sobre música em revistas especializadas.
Tornou-se , a partir de 1970, um dos mais requisitados tecladistas da MPB, gravando e excursionando com artistas como Caetano Veloso, Baden Powell, Djavan, Gilberto Gil, Gal Costa, João Bosco, Nara Leão, Elizeth Cardoso, Lenine e Luiz Melodia, entre muitos outros.
Premiado como o melhor tecladista do país em 1980 pelo Jornal da Música, apresentou-se em duas edições do Festival de Montreux, recebendo excelentes críticas.
Compôs a premiada trilha sonora do filme Bar Esperança (direção de Hugo Carvana) e Monstros de Babaloo (direção de Elyseu Visconti), além de tocar nos filmes Doces Bárbaros e Bahia de Todos os Sambas, este realizado em Roma, Itália.
Dedicando-se à carreira solo de pianista e compositor, lançou com grande sucesso de crítica os CDs Tear e Bartók Jazz (Leblon Records), Certas Mulheres (Rob Digital) e Cantar, Pensar e Sentir (Petrobrás). Seu mais recente lançamento, Dorival (Rádio MEC), mereceu a seguinte apresentação do próprio Caymmi. "Este cd é uma maravilha, jóia rara".
Entre mais de uma dezena de livros sobre música de sua autoria, está o livro Curso de Harmonia Popular para Todos os Instrumentos Musicais (Ed. H. Sheldon,1998) e Aprendendo a Ler Música (Ed. H.Sheldon, no prelo). É coordenador dos Cursos Livres de Música da Escola Suíço-Brasileira e ministra workshops de música por diversas escolas do Brasil.



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